Em Pauta

SOCIEDADE DE ARRITMIAS CARDÍACAS REÚNE RENOMADOS CARDIOLOGISTAS EM JOINVILLE

Entre os temas que serão debatidas, a Fibrilação Atrial, um dos tipos de arritmia cardíaca mais prevalente na população brasileira e mundial.

O Brasil contabiliza, todos os anos, mais de 320 mil mortes súbitas decorrentes de arritmias cardíacas, doença que atinge, aproximadamente, 20 milhões de brasileiros. Atenta aos fatores de risco, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) quer contribuir para a atualização e qualificação dos cardiologistas brasileiros através de seu Programa de Educação Continuada – PrECcon. O próximo evento será realizado em Joinville (SC), nos dias 2 e 3 de setembro. “A prevenção é o principal mecanismo de combate às doenças cardiovasculares. Mas, para isso, é preciso entender também os avanços da medicina e suas especificidades, até para poder levar este conhecimento para a prática diária em nossos serviços, públicos ou privados, para o melhor atendimento à população”, afirma o cardiologista e membro da SOBRAC, Dr. Márcio Figueiredo.

A cada dois minutos uma pessoa morre subitamente no Brasil, e 80% destas mortes são provocadas por arritmias cardíacas. Segundo o cardiologista e coordenador do PrECon de Joinville Rafael Ronsoni, a maior parte ocorre em pessoas saudáveis. “É difícil falar em morte súbita, principalmente dos jovens. O problema é que ao esquecer da sua existência, esquecemo-nos de como preveni-la e reconhece-la. Por essa razão, cada vez mais as pesquisas, campanhas e divulgações são feitas para chamar atenção e buscar soluções que nos permitam tranquilizar e salvar as vidas dos cidadãos”, esclarece o médico, também membro da SOBRAC.

Entre os temas que serão debatidos, um dos mais relevantes é a Fibrilação Atrial, arritmia cardíaca caracterizada pelo ritmo de batimentos rápido e irregular dos átrios do coração que está associada ao avanço da idade, sobretudo entre pessoas com mais de 75 anos. No Brasil, a estimativa é que a doença atinja nos próximos anos cerca de 5 a 10 % da população. A incidência na população mundial é de 2,5%, o equivalente a 175 milhões de pessoas.

De forma geral, as arritmias cardíacas podem provocar parada cardíaca, doenças cardiovasculares e morte súbita. Mas, especificamente, no caso da Fibrilação Atrial, o risco para o acidente vascular cerebral (AVC ou derrame) é aumentado, e cerca de 20 a 30% deles são de origem cardioembólica. A doença pode ser tratada com medicamentos antiarrítmicos e anticoagulantes orais, que evitam a embolia. “O diagnóstico correto e o tratamento adequado são importantes, pois em muitos casos os pacientes ficam incapacitados de exercer suas atividades normalmente”, diz Figueiredo. Além de medicamentos, e dependendo do paciente, a doença também pode ser tratada por ablação por cateter, cauterizando os focos da arritmia, ou por cardioversão.

Vale destacar que, dentre as doenças cardiovasculares, as arritmias cardíacas, como a Fibrilação Atrial, devem ser avaliadas por um especialista em eletrofisiologia ou arritmologia, que verificará o histórico de outras doenças associadas, como hipertensão, diabetes, apneia obstrutiva do Sono, entre outras.

Serviço:
Programa de Educação Continuada (PrECon)
Realização: Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC)
Joinville (SC) – 2 e 3 de setembro
Local: Bourbon Joinville Business Hotel
Rua Visconde de Taunay, 275
Horário: Dia 2/9 – das 19h às 21h. Dia 3/9, das 8h às 12horas.
Programação: http://www.sobrac.org/home/?p=21486