Em Pauta

Uberização da Saúde: Aplicativos para agendamento de consultas e exames online

É incontestável que o mercado de agendamento de consultas e exames online, através de telefone móveis e aplicativos, cresceu exponencialmente no Brasil, em 2016. E a tendência é que este mercado tenha uma amplitude ainda maior em 2017.

Hoje, os aplicativos para celulares são praticamente imprescindíveis para boa parte da população, uma realidade presente no cotidiano para diversos tipos de serviços, como para deslocamento (Uber), viagem e hospedagem (Decolar.com, Booking.com e Airbnb), alimentação (Ifood) e saúde (Doutor123), citando alguns exemplos globais e locais.

A tendência dos aplicativos de saúde é mundial e tem respaldo até mesmo de agências que são referências na área. Caso da americana FDA (Food and Drugs Administration) que recentemente atestou a eficácia e a qualidade de alguns aplicativos médicos e os incluiu em sua lista de recomendações.

A onda mobile (sobretudo smartphones de última geração) tem possibilitado a ampliação do segmento de aplicativos. Segundo a We Are Social, agência inglesa de análise de comunicação online, os dispositivos móveis estão nas mãos de 3,79 bilhões de usuários, o que representa 51% de penetração global. Conforme dados apresentados pela eMarketer, o Brasil tem 57,8 milhões de usuários de smartphone, o que equivale a 48,3% daqueles que acessam a internet no país. Em 2015, esse número era de 49,1 milhões e, segundo estimativas, deve subir para 65,8 milhões em 2017.

Para Maurício Trad, CEO da Doutor 123, os aplicativos de agendamento online de consultas e exames médicos, plataforma que ingressa no mercado de São José dos Campos e região para suprir as necessidades de um número cada vez maior de pessoas que não possuem plano de saúde, a evolução da própria tecnologia é o que tem impulsionado o mercado Health Tech, segmento que engloba inovação tecnológica e saúde.

Entre outros fatores, a popularização do acesso à internet também tem facilitado a entrada destas plataformas, que apresentam cada vez mais interfaces amigáveis e intuitivas. Aparelhos com alta capacidade de processamento e armazenamento (com destaque para o smartphones) e a garantia de meios seguros de pagamento remoto completam os principais atrativos. Eles permitem comodidade, confiança, acesso rápido aos serviços, comparação de ofertas, pesquisa de preço, múltiplos meios de pagamento, avaliação imediata da reputação da empresa gerenciadora do aplicativo e melhor descrição do produto ou serviço que o usuário está adquirindo.

Saúde na palma das mãos
No Brasil, o mercado de Health Tech já apresenta características próprias, com principal foco em aplicativos móveis, e começa a se estabelecer com boas perspectivas. De 2014 até meados de 2016, houve um crescimento exponencial nas consultas e exames a preços populares, um espaço deixado entre a grande deficiência de atendimento do serviço público de saúde e a incapacidade da maioria da população de arcar com um convênio particular.

Hoje, existe um público de mais de 90 milhões de brasileiros que não tem plano de saúde, mas em condição de pagar por uma consulta. Neste contexto, os aplicativos acabam sendo uma excelente alternativa, ainda mais quando aproximadamente 70% das pessoas fazem pelo menos uma consulta no espaço de 12 meses.

Desemprego e queda dos planos de saúde
Somente no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, de 2014 para cá mais de 1 milhão de pessoas entraram para o sistema público de saúde – passou de 23.901.414, em 2014, para 25.050.889 este ano. No mesmo período, os convênios médicos particulares perderam pacientes, totalizando 17,9 milhões, em 2016, ante 18,8 milhões de pessoas no primeiro semestre de 2014, de acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
São diversos os motivos para a debandada dos planos de saúde. Para alguns especialistas do setor, o desemprego é o fator preponderante: no terceiro trimestre deste ano, o número de desempregados passou dos 12 milhões, quase o dobro do mesmo período de 2013 (6,8 milhões).

Sem plano privados, muitas famílias passaram a recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecidamente mal avaliado e sem condições de atendimento pleno. O impacto para o usuário é gritante, pois contrasta com o melhor atendimento recebido na rede particular, além da possibilidade de agendamento, consultas, diagnósticos e tratamentos, geralmente, de mais eficaz e rápido.

Os egressos dos planos de saúde encontram hoje no sobrecarregado SUS um atendimento precário, seguidas negativas de procedimentos, espera para passar por um especialista - e falta previsão – e filas para conseguir vaga nos serviços públicos.

“Além do desemprego, e a consequente perda do plano de saúde, nos últimos anos os usuários tiveram aumentos constantes, acima da inflação, para todas as faixas etárias. Tudo isso empurrou boa parte da população para fora do sistema privado”, avalia Maurício Trad. Por outro lado, segundo Trad, a ‘uberização’ dos serviços médicos tem sido a melhor alternativa, pois incorpora facilidades, inovação, economia, bem estar e, principalmente, preços acessíveis e atendimento rápido e individualizado. “O usuário tem na palma das mãos a fácil identificação do especialista que necessita, clinicas e laboratórios cadastrados, custos acessíveis, parcelamento e múltiplas formas de pagamento”, conclui o empresário da Doutor 123.

Como a ferramenta funciona:

Para médicos, clínicas e laboratórios o cadastro pode ser feito através do portal www.doutor123.com.br, de forma prática e rápida.

Para os pacientes, basta baixar o aplicativo, disponível nos sistemas iOS e Android, e escolher a especialidade, região e valores das consultas. O cliente pode checar as datas disponíveis na agenda do médico e selecionar o exame. Para concluir, deve indicar a opção de pagamento.

Aplicativo Doutor 123: www.doutor123.com.br